APRESENTAÇÃO
Meu nome é Rosana Mafra da Gama. Nasci em Além Paraíba, MG, mas moro no Rio de Janeiro desde os
16 anos. Vim para trabalhar e estudar. Sonhava com uma profissão em que pudesse utilizar as
características que, desde cedo, reconheci em mim, como o prazer que sentia com uma boa conversa e a
capacidade de ouvir e exercitar a empatia.
Hoje, formada em Psicologia pela UERJ, com especialização em Gerontologia pela Universidade
Cândido Mendes, meu trabalho é preferencialmente voltado para os idosos. Seja como psicoterapeuta no
meu consultório ou em domicílio, seja como palestrante e consultora preocupo-me com a dimensão
mental do ser humano, consciente de que o idoso não é apenas um adulto com mais idade. Ele vive
conflitos próprios decorrentes do aumento da expectativa de vida, da aposentadoria, do
relacionamento familiar, de problemas de saúde e várias outras situações.
No meu trabalho como palestrante, uso o Método Construtivista Libertador, registrado por Helena
Bertho. Baseado nas teorias de Paulo Freire, Piaget e Rogers, o método defende uma abordagem em que
o palestrante não apenas fala aos participantes, mas também ouve o que eles têm a dizer sobre o
assunto abordado. Trabalho com um roteiro semi-estruturado, que vai adaptando-se ao saber comum, que
emerge do grupo, numa atmosfera criativa e acolhedora. Isso faz com que os membros do grupo
sintam-se valorizados. Especialmente importante na terceira idade, a sensação de ser ouvido cria um
clima extremamente propício ao crescimento e à valorização pessoal. Este clima também é fortemente
desejável quando se trata de um grupo onde realizo algum tipo de Capacitação.
Tenho obtido resultados tão bons desde que comecei a utilizar este método que logo me vi
trabalhando também como multiplicadora, capacitando outros profissionais para atuarem como
facilitadores, auxiliando outras pessoas a expandirem o alcance deste trabalho.
Meu grande desafio, sempre que estou com um grupo de idosos, é que depois de passarmos algum
tempo juntos, cada um volte para casa sentindo que pode aplicar o mesmo tipo de participação em sua
vida cotidiana, aumentando seu poder dentro da família, em sua comunidade, passando suas
experiências para as novas gerações, desenvolvendo seu espírito crítico, exercendo plenamente sua
cidadania e saindo do quadro de opressão social em que o idoso freqüentemente se encontra.
Este é meu papel social. Vai além de ser psicóloga. Trata-se de uma responsabilidade que vai
além de tocar na emoção das pessoas.
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